quinta-feira, 11 de outubro de 2007

AZEITE: PROVISÂO DO POVO E DA IGREJA

1. 1 - O azeite e suas influências no meio do povo de Deus.
A aplicação e o uso do azeite de oliveira era comum no meio do povo de Israel. Além de se constituir uma das bases da economia da época conforme nos narra o escritor do livro dos Números, “Todo o melhor do azeite, e do mosto e do grão ,as suas primícias que derem ao Senhor, dei – as a ti” – Nm. 18:12, idéia esta fortalecida no livro de Neemias, onde o sacerdote afirma que o dízimo do azeite contribui para o sustento dos cantores, dos sacerdotes e demais servidores da casa de Deus, “...os dízimos do grão, do vinho e do azeite, que se ordenaram para os levitas, cantores e porteiros, como também contribuições para os sacerdotes” – Ne. 13:5, cf. com 10.39, etc.
O azeite tinha várias aplicações: Servia para alumiar, posto em lâmpadas com pavios – “Azeite para a luz, especiarias para o óleo de unção, e para o incenso aromático” - Ex. 25:6. Confere Mt. 25:3. No serviço do santuário que era continuamente iluminado, se usava o azeite mais puro “Ordenarás os filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveira, batido para o candelabro para que haja lâmpada acessa continuamente” - Ex. 27:20.
Na vida religiosa do povo, o azeite participa desde a iluminação do santuário, até nas oferendas. Derramava – se o mesmo sobre as oblações de farinha, “Quando algumas pessoas fizer ofertas de manjares ao Senhor, a sua oferta será de flor de farinha; nela deitarás azeite, e sobre ela porá incenso.” Lv. 2:1, 4-7. Os sumos sacerdotes eram consagrados com azeite associados a caros perfumes, e bem assim o tabernáculo, a arca, o tanque e as suas bases, o altar e o candeeiro conforme registro em Êxodo, 30: 22 – 33 e quando empregado em atos religiosos chamava – se “óleo santo” - “Encontrei Davi, meu servo; com o meu santo óleo o ungi” - SL. 89:20 e nas ocasiões solenes os reis eram ungidos com ele, “ Tomou Samuel um vaso de azeite, e lho derramou sobre a cabeça...” 1ª Sm. 10: 1, confere também 1Sm. 16:1,1Rs. 1:39, 2 Rs. 9:1, 6.
O profeta Isaias nos fala do azeite aplicado em feridas para alívio do paciente; “desde a planta dos pés até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas, umas e outras não espremidas, nem atada, nem amolecidas com óleo” - Is. 1:6, e já no ministério de Jesus encontramos referencia ao seu uso, não só de caráter religioso, mas também terapêutico - “Expeliam muitos demônios e curavam numerosos enfermos ungindo – os com óleo” - Mc. 6:13. No caso do bom samaritano foi misturado ao vinho para aliviar as dores produzidas pela contusão - Lc. 10:34.

1. 2 - O azeite do Novo Testamento
“Se, porém, alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo oliveira brava, foste enxertado em meio deles, e te tornas participante da raiz e da seiva da oliveira” – Rm. 11: 17; - “Até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu espírito naqueles dias” – Joel 2: 29; - “Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vós tenho dito” – Jo.14: 26
Como podemos observar no tomo anterior, não podemos imaginar uma família palestina, por mais pobre que fosse, sem uma devida reserva de azeite em seu lar. Podemos afirmar, sem nenhum cisma, que o azeite se fazia presente, desde o nascimento até o último suspiro do povo de Israel.
A palavra de Deus tem verdades que só são reveladas à aqueles que se submetem à fazer a sua vontade e meditar nela, de dia e de noite – “ Não cesses de falar deste livro da lei; antes medita nele dia e noite...” Js. 1:8.
Como o novo Israel de Cristo, os integrantes da igreja neo – testamentária passaram a ser também depositantes de verdades só compreendidas por verdadeiros israelitas. A revelação destas verdades, as vezes ocultas aos demais povos, é justamente para nos dar certeza daquilo em que cremos – “Estes, porém foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” – Jo. 20: 31. Aliás já antes Deus afirmara a um de seus profetas que – “Certamente o Senhor Deus não fará cousa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo ao seus servos os profetas” – Am. 3:7. Se observarmos atentamente veremos que não foram só nas lâmpadas das virgens néscias que faltou o azeite. A ausência do precioso líquido se deu exatamente porque também em suas vidas faltava o óleo do Espirito Santo, pois somos sabedores de que é Ele que nos capacita para o trabalho, nos tira da inércia e nos desperta do sono da perdição – “Envio sobre vós a promessa de meu Pai; mas ficai na cidade até que do alto sejais revestidos de poder” – Lc. 24: 49.
A Igreja e o crente dos dias atuais só triunfam se estiver firmados no fundamento da verdade E que fundamento é este? Obras sociais? Melhores acomodações para o serviço da liturgia? Facilidade de acesso ao templo e presença de figuras importantes no rol de membros? Não! Nada disso! Jesus Cristo é o fundamento! – “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai o agricultor.
Todo ramo que, estando em mim, não der fruto ele o corta; e todo o que dá fruto, limpa para que produza mais fruto ainda. Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado, permanecei em mim, e eu permanecerei em vós como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira; assim nem vós o podeis dar se não permanecerdes em mim” – Jo. 15: 1 – 4.
O calor que aquecia o povo israelita nas noites de frio, a luz que iluminava os caminhos por onde trilhavam nas horas escuras, o primeiro remédio a ser lembrado pelos órfãos e pelas viúvas do povo pobre e que também estava presente em suas solenidades; o azeite de oliveira ( ou zambujeira ), era simbolicamente usado na unção religiosa de Israel -“E a unção que vós recebestes D’ele fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine. Mas como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecei” – 1 Jo. 2: 27
O Espírito Santo hoje é o azeite espiritual da oliveira brava, que segundo o apóstolo Paulo, foi enxertada à oliveira verdadeira e é este espírito que nos capacita para as tarefas do nosso viver enquanto somos forasteiros nesta terra. – “Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito diz o Senhor dos Exércitos” – Zc. 4: 6b

Um comentário:

pina mendes disse...

CAROS AMIGOS
GOSTAVA DEVOS DIZER QUE NA CASA DO MEU AVO ERA COLOCADA UMA TIGELA NA RUA COM AZEITE QUANDO ALGUEM TINHA UMA NESSECIDADE ACENDIA A TIGELA E A
MINHA AVO COLOCAVA UMA MERENDA A
PORTA QUE NO DIA SEGUINTE JA NAO SE
ENCONTRAVA ASSIM COMO FAZIA AS FILHAS TRABALHAR DURANTE A APANHA DA AZEITONA, ONDE TODA AZEITONA QUE ELAS APANHAVAM ERA TRANSFORMADA EM
AZEITE DE ERA DISTRIBUIDO PELOS POBRES.