quinta-feira, 11 de outubro de 2007

O ARREBATAMENTO

“Ora: ainda vos declaremos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dado a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós, os vivos, os que ficarmos seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois uns aos outros com estas palavras” – 1ª Ts. 4: 15 – 18.
O verbo “arrebatar” em sua segunda concepção significa levar consigo com força irresistível, e eqüivale ao vocábulo grego “harpazo”, traduzido como “arrebatamento” conforme o verso 17 acima citado. Este acontecimento descrito nesta passagem e em 1ª Coríntios 15, é o arrebatamento da igreja da terra para reunir-se com o Senhor Jesus nos ares, e isto inclui só os fiéis da igreja de Cristo.
Nos instantes que precederem o arrebatamento, quando Cristo estiver descendo do céu para encontrar com sua igreja, ocorrerá a ressurreição dos “mortos em Cristo” –16. Essa não é a mesma ressurreição descrita em Apocalipse, capítulo vinte e verso quatro, que acontecerá depois que Cristo voltar a terra, destruir os ímpios e amarrar Satanás – Ap. 19: 11 – 20: 3.
Conforme podemos compreender, o verso quatro se refere a ressurreição dos mártires da grande tribulação, a saber: “Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos” – 20:4; e também aos santos do Velho Testamento – “Bem aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos” – 20:6
Ao mesmo tempo em que se levantam os mortos em Cristo, os crentes vivos serão transformados e os seus corpos serão revestidos de imortalidade – “Eis que vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão. Incorruptíveis, e nós seremos transformados porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade” - 1 Co. 15: 51 – 53. Este acontecimento se dará em um tempo muito curto, “em um abrir e fechar de olhos”.
Os crentes ressuscitados e transformados serão arrebatados, todos de uma só vez para reunir-se com Cristo nos ares e então descer à atmosfera entre a terra e o céu, de maneira tal que serão visíveis por aqueles que estiverem na terra – 1Ts. 4: 16 – 17, e serão conduzidos pelo próprio Jesus a casa do Pai e então lá se unirão as pessoas amadas que “dormiram”/ “morreram” anteriormente.De acordo com esta narrativa paulina , podemos afirmar sem medo de errar que os crentes arrebatados ficarão livres de todo sofrimento – 2 Co. 5: 2, 4; FL. 3: 21, de toda perseguição e opressão e fora definitivamente do domínio da morte conforme pudemos ler no texto de 1 Co. 15: 51- 52 acima citado. Porém a maior recompensa para o crente que participar do arrebatamento será o gozo de estar na presença de Jesus e o livramento da ira vindoura, ou seja a grande tribulação.
O livro de Atos, nos dá uma completa visão e melhor compreensão do que realmente seja e como se procederá o arrebatamento da Igreja : “E, estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele ia subindo, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco, os quais então disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Este Jesus, que dentre vós foi recebido acima no céu, há de vir, assim como para o céu o vistes ir”- At.1:10 – 11. Isto posto podemos afirmar que aos crentes do presente momento, a exemplo das virgens prudentes, a vigília não implica apenas na certeza de que o Senhor Jesus virá, mas no desejo de que venha logo, o que nos leva a viver pensando em sua vinda, em total sentido de prontidão, sempre aguardando-a a qualquer momento.
“Pois vós mesmos estais inteira­dos com precisão de que o dia do Senhor vem como ladrão de noite.
Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que Ihes so­brevirá repentina destruição, como vem a dor do parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo esca­parão. Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse dia, como la­drão, vos apanhe de surpresa; porquanto vós todos sois filhos da luz, e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas. Assim, pois, não durmamos como os demais; pelo contrário, vi­giemos e sejamos sóbrios” – 1 Ts. 5: 2 – 6.

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