quinta-feira, 11 de outubro de 2007

A OPERAÇÂO DO INÍGUO NO MEIO DA IGREJA

“Ora, quanto à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com Ele, rogamo-vos, irmãos, que não vos movais facilmente do vosso modo de pensar, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola como enviada de nós, como se o dia do Senhor estivesse já perto. Ninguém de modo algum vos engane; por­que Ele não virá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, querendo passar por Deus.Não vos lembrais de que eu vos dizia estas coisas quando ainda estava convosco? E agora vos sabeis o que o detém para que a seu próprio tempo seja revelado. Pois o mistério da iniqüidade já opera; entrementes, há Um que agora o detém até que seja posto fora; e então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda; a esse cuja vinda é segundo a operação de Satanás com todo o poder e sinais é prodígios, todos falsos, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade a fim de serem salvos. E por isso Deus lhes envia a operação do erro, para que dêem fé à mentira; para que sejam julgados todos os que não deram fé á verdade, antes tiveram prazer na injustiça”. 2 Ts. 2: 1-12.
O mistério da iniqüidade produz a apostasia (o sincretismo), a rebelião contra a fé, bem como os surgimentos múltiplos das seitas perniciosas. O espírito do Anticristo está em ação e seus mensageiros precursores estão no mundo; isto é o que nos afirma o apóstolo João: “Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o Anticristo, também agora muitos anticristos têm surgido, pelo que conhecemos que é a última hora”; “Quem é o mentiroso senão aquele que nega que Jesus é Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho. Todo aquele que nega o filho, esse não tem o Pai; aquele que confessa o Filho tem igualmente o pai” - 1 Jo. 2:18,22,23; “Nisto reconheceis o espírito de Deus: Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo o espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem, e presentemente já está no mundo” – 1 Jo. 4:2-3 pois “muitos enganadores tem saído pelo mundo afora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne: assim é o enganador e o anticristo. Acautelai – vos, para não perderdes aquilo que temos realizado com esforço, mas para receberdes completo galardão.
Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem assim o Pai, como o Filho. Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas – vindas. Porquanto aquele que lhe dá boas – vindas faz – se cúmplice das suas obras más.” - 2 Jo. 7 – 11.
Aleluias! Há porém um que detém este anticristo; e “Aquele que o detém”, é o Espírito Santo que opera nos filhos de Deus, fiéis à verdade, submissos a Jesus Cristo. Quando eles forem arrebatados para junto de seu Se­nhor, o Espírito Santo será arrebatado com eles. Na terra, o espírito do anticristo terá livre curso, e nela estabelecerá seu reino.
As Escrituras explicam-se por si mesmas e as palavras do apóstolo Paulo citadas no intróito deste assunto, é na realidade um comentário admirável de algumas palavras ditas por nosso Senhor Jesus Cristo.
O mistério da iniqüidade, que já opera, é o fermento do mal e do erro tolerado na Igreja em lugar de ser jul­gado e tirado, “Vós corríeis bem; quem vos impediu de continuardes a obedecer a verdade? Esta persuasão não vem daquele que vos chama. Um pouco de fermento leveda toda a massa” – GL. 5: 7 – 9.
O fermento do iníquo retardou o crescimento da igreja e de certa forma provocou a sua decadência - Mt. 13:33. Seu crescimento fora do natural em tamanho e em prejuízo de sua pureza; é indicado pela parábola do grão de mostarda. Mt. 13: 31 - 32. As etapas desta decadência e seus diversos aspectos são descritos em Apocalipse 2 e 3 nas sete igrejas.
Ao fim da vida do apóstolo João, já se acha marcada a diferença entre a igreja visível, os cristãos de nome - que têm a aparência da piedade "tendo forma de piedade, negando - lhe entretanto o poder. Foge também destes" - 2 Tm. 3:5; as formas religiosas, mas não a fidelidade nem a pureza da doutrina que permite a retidão de vida e o testemunho que glorifica a Deus.
Como é possível que esse fermento se espalhe sem ser reconhecido e condenado, e que a cristandade aclame o Anticristo? A parábola do joio responde a esta pergunta. Em todos os lugares onde se encontram filhos de Deus, Satanás semeia os “filhos do maligno” – Mt. 13:36-43
Assim como o joio se parece com o trigo, também os “cristãos” que só possuem uma profissão de fé exterior, se parecem com os filhos de Deus a tal ponto que só o dia do juízo os revelará. O apóstolo Paulo revela o que diferencia moral e espiritualmente os filhos do reino dos filhos do maligno: “Não receberam o amor da verdade a fim de serem salvos” - 2 Ts. 2:10. Este amor da verdade está ao alcance deles: a Palavra de Deus o comunica. Mas eles não quiseram se chegar a Ele para terem a vida. Preferiram as trevas, à luz. “Contudo não quereis vir a mim para terdes vida” - Jo. 5: 40; “O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más” – Jo. 3: 19.

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