quinta-feira, 11 de outubro de 2007

APRESENTAÇÃO - Pr. Otton Lima Carvalho



O irmão Manoel de Jesus, brinda-nos com este livro de Escatologia - doutrina das últimas coisas, um excelente tratado que descreve os acontecimentos futuros, a partir da obra: “As Dez Virgens e a Igreja no Contexto de Hoje” e o arrebatamento da Igreja.
O autor o faz de maneira contundente com a mais simples e poderosa das armas: a palavra do Senhor – verdadeira, invencível e gloriosa.Os dias atuais tem sido palco das mais absurdas heresias, razão pela qual Deus tem implicado em levantar aqui e ali homens que tenham o destemor de delatar as mentiras doutrinárias para que seja “Deus verdadeiro e todo homem mentiroso”. Manoel de Jesus, situou-se estrategicamente no alerta das escrituras que advertem… “sai dela povo meu”.
Por isso recomendo aos filhos de Deus, o presente tratado, pois ele contém bênçãos para os que o lerem.
Cuiabá – MT, Agosto de 2.007.
*Pr. Otton é ex-presidente da Convenção Batista Nacional em Mato Grosso – CBN/MT , ex- rofessor de; História da Igreja – Eclesiologia e Doutrina das Últimas Coisas – Escatologia, no STEMAT – Seminário Teológico Batista Matogrossense – CBN/MT.Atualmente é pastor da Primeira Igreja Batista Nacional do Coxipó, em Cuiabá – MT.

O AUTOR




MANOEL DE JESUS
Mineiro, mato-grossense e jaciarense, cruzeirense, evangélico de crença cristã, Manoel de Jesus, 58, é jornalista. Poeta desde 1978, escritor desde 1.985, já trabalhou em praticamente todos os níveis de comunicação nas funções de repórter, editor, chefe de reportagem, diretor de redação e assessor de imprensa oficial. Na cidade de Jaciara/MT exerceu o cargo de Secretário de Imprensa e Divulgação da administração Celso Oliveira Lima e Assessor de Imprensa na administração de Valdeci Luiz Colle – o Chiquinho do Posto, no município de Juscimeira/MT. Ganhou o premio de reconhecimento de jornalista investigativo em 2002. Tem três livros publicados: Caricaturas – poesias, Jaciara Senhora da Lua – história municipalista, e, As Dez Virgens e A Igreja no Contexto de Hoje - escatologia. Casado com a mesma mulher, a professora Mestra Marlene Martins, há 35 anos, tem três filhos muito bonitos, Esdras, Neemias e Joelmir; e um neto maravilhoso - Jordany Maikê.
Viveu grande parte de sua adolescência e mocidade com os padres; capuchinhos ou  jesuítas. Dos capuchinhos herdou o conhecimento, o discurso e o amor pela literatura; dos jesuítas o gosto pela luta e pelos grandes desafios.
E foi graças aos exaustivos ensinamentos bíblicos, pacientemente dissecados, versículos após versículos, que se tornou evangélico de crença cristã e como tal, defensor de uma nova Teologia da Libertação na qual tenta mostrar aos brasileiros ao seu redor, que além deste país corrupto, canibal capitalista e caído espiritualmente, existe um “novo céu e uma nova terra”; com um Brasil onde não existem; políticos, sincretismo religioso, discursos dúbios e falsas esperanças.
Frei Beto, Ernesto Gardenal, Dom Pedro Cassáldaliga, Ariovaldo Ramos, Billy Graham, Ruben Alves e Santo Agostinho são seus escritores preferidos.
Seu grande sonho é a evangelização total dos brasileiros ao meu redor; e em função deste sonho, cremos que só se sentirá realizado quando puder viver plenamente o evangelho dos pobres anunciado por Jesus Cristo.

DEDICATÓRIA

À Deus,
autor e consumador da história.
Minha mãe – Regina Martins de Jesus
– in memorian;
e com especial afeto:
Marlene – esposa,
os filhos;
Esdras;
Josy;
Neemias
&
Joelmir,
coroas dadas por Deus.

AS DEZ VIRGENS

“Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando suas lâmpadas saíram a encontrar – se com o noivo.
Cinco dentre elas eram néscias e cinco prudentes.
As néscias, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo; no entanto as prudentes, além das lâmpadas, levaram azeite nas vasilhas.
E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono, e adormeceram.
Mas, à meia – noite, ouviu – se um grito: Eis o noivo! Saí ao seu encontro.
Então se levantaram todas aquelas virgens e prepararam as suas lâmpadas.
E as néscias disseram às prudentes: daí – nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão se apagando.
Mas as prudentes responderam: Não! Para que não nos falte a nós e a vós outras; ide antes aos que o vendem, e comprai – o.
E, saindo elas para comprar, chegou o noivo, e as que estavam apercebidas entraram com ele para as bodas; e fechou – se a porta.
Mais tarde, chegaram as virgens néscias, clamando: Senhor, senhor, abre – nos a porta!
Mas ele respondeu: Em verdade vos digo que não vos conheço.
Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora”.
Mt 25: 1 – 13

PREÂMBULO

A situação das virgens relatada na parábola, tendo em vista sua conexão com o contexto apocalíptico, nos leva a crer que as dez virgens representam o estado final da história da igreja na face da terra, tal como a conhecemos hoje. Aliás, Jesus começa a parábola afirmando: “Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens...” – Mt. 25:1”.
O livro de Apocalipse nos mostra sete igrejas – Ap. 2:1 – 3:22, sete noivas à espera do noivo. “Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, ataviada como uma noiva para o seu noivo” – Ap. 21: 2. Em várias passagens do Velho e do Novo Testamento, a Igreja é nos apresentada como “noiva do Cordeiro”. Na carta aos Efésios, no capitulo 5 dos versos 22 à 27 o apóstolo Paulo faz uma referência clara e sem contestação da ligação de Cristo com a Igreja sua noiva. Aliás, Paulo entendeu muito bem esta hipérbole – igreja / noiva / virgem, a tal ponto de afirmar à igreja em Corintos que “Estou zeloso de vós com zelo de Deus. Tenho vos preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” – 2ª Co 11:2.
A exemplo das dez virgens da parábola, as sete igrejas apocalípticas nos são apresentadas num todo; com seus defeitos e virtudes, cabendo a nós, povo de Deus, examinar atentamente as escrituras e concluirmos com quais das virgens a igreja ( organização eclesiástica que pertencemos) se assemelha, sem entretanto nos esquecermos que somos parte da Igreja de Cristo e que no interior de cada um de nós há uma igreja “Não sabeis vós que sois o templo de Deus, e que o espírito de Deus habita em vós?” – 1ª Co 3:16; e que “Deus é espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espirito e em verdade” - Jo 4: 24.
Feitas estas observações, respaldados na palavra de Deus “Regozijemos – nos, e alegremos – nos e demos – lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi – lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. E disse – me: Escreve: Bem aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse – me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus”. – Ap. 19: 7 – 9.

O CONTRASTE ENTRE AS VIRGENS

No tempo de Jesus, havia três estágios no processo matrimonial. Primeiro vinha o compromisso, quando era feito um contrato formal entre os respectivos pais da noiva e do noivo. A este seguia-se o noivado, cerimonia feita na casa dos pais da noiva, quando promessas mútuas eram feitas pelas partes contratantes diante de testemunhas, e o noivo dava presentes à sua prometida.
O homem e a mulher ficavam unidos um ao outro pela cerimonia de noivado, apesar de ainda não serem de fato marido e mulher; na verdade, tão obrigatório era o noivado que, se o homem morresse durante o período de sua duração, a mulher era considerada viúva; o cancelamento de um noivado não era permitido; se, porém acontecesse, tal coisa, o procedimento era semelhante a um divórcio. Finalmente, depois do transcurso de cerca de um ano de noivado, havia o casamento, quando o noivo, acompanhado de seus amigos, ia buscar a noiva na casa do pai dela e a levava em cortejo de volta para sua casa, onde se fazia a festa de casamento.
O que diferencia as néscias das prudentes, é a falta de prontidão, é precisamente o fracasso das primeiras em não encararem a possibilidade de que o noivo, o seu Senhor em regresso, pudesse chegar mais cedo ou mais tarde do que espe­ravam. Esta diferença fica patente nos versos três e quatro, onde encontramos a seguinte expressão: “ As néscias ao tomarem suas lâmpadas não levaram azeite consigo, no entanto as prudentes, além das lâmpadas, levaram azeite nas vasilhas” . Jesus fez questão de frisar esta diferença: as prudentes, além das lâmpadas, se sujeitaram ao incômodo de levarem consigo vasilhas contendo azeite. É bom lembrar que as lâmpadas, tanto de umas quanto de outras, estavam cheias, porém as prudentes se sujeitaram ao árduo trabalho de levarem mais consigo.
Em Romanos 6: 11, o Apóstolo Paulo nos alerta “ Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor” – vagarosos no cuidado. Sem dúvida as virgens néscias anelavam o casamento, porém não queriam ter o trabalho do cuidado, não se preocuparam com os detalhes que a cerimonia exigia.
As lâmpadas tinham que estar acessas, até para o fato do As lâmpadas tinham que estar acessas, até para o fato do reconhecimento, pois no escuro, corria – se o risco do noivo não vê – las, e vice – versa. Jesus afirma que é necessário ter “os lombos cingidos e as candeias acesas” – Lc. 12:35. As néscias não se preocuparam em estar com as candeias ( lâmpadas) acessas.
Nos versos oito e nove, Jesus nos relata que as néscias, na hora da chegada do noivo, pediram o azeite emprestado às prudentes, que prontamente negaram. Mas elas não só negaram, explicaram lhes o porque e ensinaram –lhes onde o precioso produto podia ser facilmente encontrado. Nota – se nas entrelinhas do versículo nove a firme decisão das prudentes: O “não” dado como resposta, nos sugere a firmeza, a determinação, a constância e a prontidão de quem sabe o que quer, onde deseja chegar e que sob hipótese alguma deseja correr riscos desnecessários comprometendo assim sua missão. As noivas prudentes sabiam que não bastava estar à espera do noivo. Não bastava serem possuidoras das lâmpadas. Era necessário estarem atentas e prontas com as lâmpadas acesas embora o noivo ainda não tivesse chegado, afinal, o versículo dez informa que “saindo elas (as néscias) para comprar, chegou o noivo”. Como as néscias, as prudentes ouviram um grito. Alguém havia gritado. É o que nos afirma o verso 6 da parábola. O aviso contido no grito poderia ser falso, ou quem sabe o noivo poderia fazer alguma parada imprevista. Em ambas as hipóteses, demorando além do previsto e acontecendo isto, caso as virgens prudentes tivessem emprestado o azeite, não seriam cinco a ficarem no escuro, porém todas as dez. Estas hipóteses, embora que remotas, não podem ser esquecidas, o que explicaria a prudência das cinco ao proferirem o “não” de forma tão determinada.
A falta de prontidão por parte dos homens em relação às coisas de Deus, tem sido motivo de constante preocupação divina. Apesar de não saber a sua hora, a maioria dos homens, age como se ela nunca fosse chegar: “Como os peixes que se pescam com a rede cruel, e como os passarinhos que se prendem com o laço, assim se enlaçam também os filhos dos homens no mau tempo, quando este cai de repente sobre eles” - Ec. 9:12. A geração de Noé estava tão desaperbercebida que não deu ouvidos à sua voz nem mesmo quando ele começou o árduo trabalho de selecionar os animais por casal e colocá - los na arca. Enquanto o velho patriarca tinha todo este trabalho os homens “comiam, bebiam, casavam e davam – se em casamento”- Mt. 24:38 - isto é, levavam uma vida normal somente com as preocupações imediatistas “e não o perceberam até que veio o dilúvio , e os levou a todos” – Mt. 24:39.
Entretanto, apesar de todo o tempo passado, a palavra de Deus continua nos advertindo para estarmos em constante estado de prontidão: “acautelai – vos por vós mesmos para que não aconteça que os vossos corações se sobrecarreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e aquele dia vos pegue de surpresa, como uma armadilha” – Lc. 21:34. A maior diferença entre as virgens prudentes e as néscias está nesta verdade: As prudentes estavam prontas e determinadas quanto à consecução do seu matrimônio. Não se sujeitaram à correr nenhum tipo de risco. “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis... Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar” – 1ª Co 9:24, 26.
Prontidão. Conhecimento correto de causa. Como o apóstolo Paulo, as virgens prudentes sabiam o que queriam e estavam determinadas a alcançar seus objetivos. “Portanto vigiai, pois não sabeis o dia nem a hora em que o filho do homem há de vir”.

A INÉRCIA ESPIRITUAL

Jesus afirmou duas coisas que caracterizariam o estado men­tal do mundo pouco antes de Seu regresso. Primeiro: “sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade” – Lc. 21:25. Estar angustiado ou perplexo é estar oprimido ou sob pressão. A perplexidade significa “confusão mental”. Daí podemos deduzir que a geração anterior a seu regresso estaria sob uma forte pressão em todos os pontos de vista, e não se veria uma saída para tal estado de coisas. Jesus não leu nada do que escreveram Freud, Sartre, Camus, Huxley, Hemingway ou outros escritores e filósofos. Embora todos eles, de Charles Darwin à Paulo Coelho tentem explicar o atual estado de coisas, até mesmo contrariando em suas explicações o que o Filho de Deus e as Sagradas Escrituras afirmam, nenhum destes “profetas” modernos até agora logrou êxito.
Jesus disse que o mundo atingiria um estado de impasse in­ternacional, quando as nações se enveredariam em constantes becos escuros, só para descobrir que todas elas não tem saída. “Ha­verá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo” – Lc. 21:26.
Atualmente há uma frustração mundial, com guerras contínuas pelos mais variados motivos; todas elas sem decisão. Ao lado de milhões que passam fome, há grande abundância de alimentos. Quando os homens contemplarem o futuro, disse Jesus, não terão apenas medo, “mas ficarão apavorados”.
Em segundo lugar, Ele disse que “Muitos hão de se escanda­lizar, trair e odiar uns aos outros” – Mt. 24:10. Jamais existiu época, como a atual, em que as pessoas se mostrassem, como se mos­tram agora, tão irritadiças, magoando-se e ofendendo-se com tanta facilidade. Os psiquiatras estão tão ocupados que, eles mesmos, acabam tendo esgotamento nervoso enquanto tentam sarar o sistema nervoso da multidão que os procuram. Os la­res tem desabado sob as pressões devastadoras da vida moderna, e em todas as partes do mundo, em função destas pressões, as famílias estão sendo traídas por seus próprios integrantes.
Todo este pequeno quadro mostrado, tem acontecido em função da inércia espiritual em que vive atualmente a humanidade. Um bom exemplo desta inércia é a inversão de valores tão comumente praticada e aceita pelos homens de nossos dias.
“Portanto vêde prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios” – Ef. 5:15

A FROUXIDÃO MORAL

“Disse o néscio no seu coração: não há Deus. Teem – se corrompido, fazem – se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem” – SL. 14: 1 e 53: 1
Acerca dos contemporâneos de Noé, a Bíblia nos afirma: “Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra, e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração . . . dis­se a Noé: Resolvi dar cabo de toda carne, porque a terra es­tá cheia da violência dos homens: eis que os farei perecer juntamente com a terra” – Gn. 6:5, 12-13.
A este respeito Jesus disse: “Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do homem: Comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento” – Lc. 17:26, 27. Apesar dos avisos de Deus por intermédio de Noé, eles se encontravam tão ocupados con­sigo próprios e sua iniqüidade que “não o perceberam, senão quando veio o diluvio e os levou a todos” – Mt. 24:39.
Também “O mesmo aconteceu nos dias de Ló: Comiam, bebiam, compravam, plantavam e edificavam; mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e en­xofre, e destruiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do homem se manifestar” - Lc. 17:28-30.
Jamais houve uma época na qual os homens se esforçassem tanto e tão desesperadamente por divertir-se quanto o fazem hoje. Estão saciados, banalizados e entediados. A coisa anda tão “feia” que o eminente teólogo Teilhard de Chardin em um de seus tratados afirmou: *”O grande inimigo do mundo moderno, seu inimigo público número um é o abor­recimento, o tédio...” ( *O Futuro do Ho­mem). Contrariando todas as previsões em função de todas as conquistas anunciadas na imprensa pelo mundo afora, a humanidade está entediada. Esta talvez seja a causa fundamental de todos os seus problemas. O homem não sabe mais o que fazer consigo próprio. Atualmente até as férias estão cansativas. Há muito tempo atrás Jó afirmou: “O júbilo dos perversos é breve e a alegria dos ímpios momentânea” - Jó: 20:5. Segundo a Bíblia “Até no riso, terá dor o coração, e o fim da alegria é tristeza” – Pv. 14:13.
O mundo se encontra numa frouxidão moral como nunca foi vista, nem nos dias de Roma. Por ter ao alcance das suas mãos to­dos os prazeres que poderia desfrutar, o homem abusou de todos os bens que Deus lhe deu, inclusive o sexo, até não encontrar mais satisfação e alegria neles. Temos o homem a fazer o que quer; é a natureza humana, sem Deus, expressando – se a si mesma.
Esta frouxidão moral aliada à decadência humana, é sem sombras de dúvidas o limiar do tempo que ainda separava o “noivo” das “virgens”. Deus só anunciou o dilúvio após constatar a imoralidade dos contemporâneos de Nóe. Da mesma forma só destruiu Sodoma e Gomorra depois de constatar a sua imoralidade.
Os travestis, os homossexuais e as lésbicas fazem parte da maioria dos elencos dos filmes e novelas brasileiras. “Pastores” e outros pseudos religiosos de várias matizes desafiam a palavra de Deus e se aventuram a impetrar uma suposta bênção à união de gays e lésbicas.
Contemporâneos de Noé...
Sodoma e Gomorra ...
Etc, etc.
“Pelo que Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si… Pelo que Deus os abandonou às paixões infames. Até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário a natureza. Semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, inflamaram-se em sua sensualidade uns para com os outros, homem com homem, cometendo torpeza, e recebendo em si mesmos a penalidade devida ao seu erro” – Rm. 1: 24, 26 – 27. “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomita, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus” – 1ª Co. 6: 9 – 10.
“Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” – GL. 6: 7.

O SINCRETISMO RELIGIOSO E A ESPIRITUALIZAÇÃO DA MALIGNIDADE

“Levantar-se-ão muitos falsos profetas e en­ganarão a muitos” - Mt. 24:11.
Há quase dois mil anos com base nas declarações de Jesus Cristo e na confirmação da revelação que Deus lhe fizera, o Apóstolo Paulo escreveu: "Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo con­trário, cercar se - ão de mestres, segundo as suas próprias co­biças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusando a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” - 2ª T­m. 4:3 - 4. As declarações de Cristo, somadas às de Paulo parecem indicar uma época de hipocrisia religiosa generalizada, quando milhões de vidas serão arrebanhadas para a igreja sem ter tido experiência pessoal com Jesus Cristo. Isto posto cresceriam as seitas e falsos mestres; se infiltrariam na igreja submetendo assim, a Bíblia, a severos ataques quanto à sua confiabilidade e infabilidade.
Na igreja em Corinto, temos a primeira ocorrência grave decorrente do sincretismo religioso: uns afirmavam que eram de Paulo, - considerado apóstolo dos gentios - com costumes, religiosidade ( eram politeístas) e culturas bem diferente dos judeus; outros de Apolo, - ligado aos gregos e consequentemente com práticas diferentes de Paulo e Pedro; outros de Cefas, - considerado apóstolo dos judeus - com costumes, religiosidade ( eram monoteístas) e com cultura bem diferente dos gentios ; e em função deste sincretismo, é nos revelada uma igreja envolvida em graves pecados, estando já alguns a ultrapassarem as doutrinas ensinadas pelos apóstolos, segundo pode ser observado no verso seis do capítulo quatro de primeiro Coríntios – confere 1Co. 4: 6 – 8, sincretismo ( apostasia) este que fez levedar toda a massa da igreja corintiana.
Pelo que podemos observar Satanás não modificou sua estratégia, desde quando perguntou a Eva, no jardim do Éden: “É assim que Deus disse?” – Gn. 3:1. Há alguns professores de religião e eminentes teólogos, nossos contemporâneos, que procuram deli­beradamente destruir a autoridade das Escrituras e a fé da igreja. São os lobos em pele de cordeiro, a respeito dos quais Jesus fa­lou. São os “profetas do afastamento”, que aos poucos vai caracterizando a igreja deste final de época.
“Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em li­bertinagem a graça de nosso Deus, e negam o nosso único So­berano e Senhor, Jesus Cristo” – Jd. 1:4.
A expressão que se traduz por “se introduziram com dis­simulação” é grega e pouco comum, e ocorre somente nessa passagem. Traduzida literalmente significa “entrar ou infiltrar se pelo lado”, como o ladrão costuma entrar numa casa. Entretanto o ladrão a que estamos nos referindo não vem rou­bar nossos bens materiais, mas nossa fé e confiança em Deus, em seu Filho Jesus Cristo e na sua palavra. Quando algum homem fiel se levanta contra a presença deste tipo de marginal, vê - se acuado e é acusado de pertur­bar a paz. Formas antigas de erro, conhecidos e praticados há muito tempo atrás, estão sendo novamente praticadas sob rótulos tais como “a nova moralidade”, “a nova teologia”, “ecumenismo”, etc, etc.
O profeta Amós es­creveu: “Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor. Andarão de mar a mar, e do norte até ao oriente; correrão por toda parte, procurando a palavra do Senhor, e não acharão” – Am. 8:11-12. Esta verdade que parecia tão distante já é uma realidade nossa, dos nossos dias. Pessoas famintas da verdade a procuram incessantemente onde se supõem que ela esteja sendo disseminada, nos livros e nos templos, mas não estão ouvindo a palavra do Senhor. Ao invés de receberem uma mensagem que satisfaça a seus anseios espirituais, estão ouvindo sermões sobre algum problema político ou social da atualidade, ou alguma coisa sobre a arte e a literatura. Espiritualmente insatisfeitas vagueiam de um para outro lugar, passando da esperança ao desespero e finalmente, mais tarde, desistindo da procura. “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras, e que têm cauterizada a própria consciência” – 1ª T­m. 4:1 – 2.
O termo apostasia, usado por Jesus Cristo, pelo apóstolo Paulo, por pregadores como Charles Finney, Moody, Salomão Ginsburg, Vulmar Vigrën, Billy Graham e outros, para denunciar a ação satânica no meio dos homens, está atualmente esquecido. Os pregadores modernos, trocaram – no por “sincretismo”.
Que era apostasia? Era erro espiritual, era adoração à falsos deuses e demônios. Vituperação da palavra de Deus.
Que é sincretismo religioso? É a aceitação e agrupamento de várias religiões partindo do princípio que “todos podem continuar em suas próprias religiões, ou seitas, ou qualquer outro movimento místico. É a permissão oficial para a celebração de cultos conjuntos por parte das “igrejas verdadeiras” com os adoradores do “senhor do Bom Fim”, “do Padim Padre Cícero”, de “Aparecida”, de “Iemanjá”, do “Tarô”, dos “Búzios” e outros. Velhas práticas da Igreja Católica, tais como copo milagroso de água benta e algumas praticas do feiticismo, tais como sal grosso e banho de rosas, estão sendo adotadas com sucesso pelas novas seitas em evidência. A Teologia Liberal, de Friedric Scheiermacher, tem sido a grande influênciadora dos novos movimentos religiosos que surgiram da década de sessenta para cá. A Teologia da Prosperidade, que nega o sofrimento e a aflição dos servos de Deus, está cada dia mais em voga. Entre algumas seitas neo - pentecostais é comum o convívio harmonioso e a participação de práticas litúrgicas de seus membros com o movimento carismático católico.
Até 1.999, a “Campanha da Fraternidade”, levada a cabo há várias décadas pela Igreja Católica Apostólica Romana tinha o aval e a simpatia de algumas igrejas evangélicas tradicionais, que entretanto nunca ousaram se pronunciar publicamente sobre o caso.
Instituída e realizada pela Igreja Católica Apostólica Romana, a tradicional Campanha da Fraternidade, que neste ano de 2.000, foi lançada dia 8 de março, trouxe uma novidade em seu cartaz.
Debaixo do desenho e sob o slogan, além do nome da Igreja Católica Apostólica Romana, acrescentou – se os nomes das Igrejas; Cristã Reformada, Episcopal Anglicana, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Metodista, Presbiteriana Unida e Igreja Católica Ortodoxa Siriana. Pela primeira vez, em mais de trinta anos de sua edição, a Campanha da Fraternidade não foi promovida pela CNBB – Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil, mas sim pelo CONIC – Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil. O tema em pauta “ DIGNIDADE HUMANA E PAZ ” e o lema como não poderia deixar de ser, trouxe o sugestivo jargão ecumênico: “ Novo milênio sem exclusões”.
“Admira – me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho; o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” – GL. 1: 6 – 8.
Apoiado na âncora do sincretismo, homens e mulheres ao longo da história humana, tem usado a autoridade da palavra de Deus para satisfazer o propósito de seus corações. Foi o sincretismo – mistura e tolerância religiosa, que levou o rei de Israel, Acabe, a casar – se com Jezabel, uma das filhas de Etbaal – rei dos sidônios. Pai e filha, eram sacerdote e sacerdotisa de Astarte ( cf. 1ª Rs. 16:31 ); ela adoradora fervorosa de Baal, a ponto de erguer um templo para sua adoração em Samaria.
Os relatos a seguir envolvem pessoas distintas, porém todas elas com um ponto em comum: o respeito e o cumprimento à palavra de Deus e a espiritualização da malignidade através da manipulação satânica da sede espiritual do povo, por parte de Jezabel,Coré e os fariseus, entre outros.
1º Relato: “Sucedeu depois destas coisas que, tendo Nabote, o jizreelita, uma vinha em Jizreel, junto ao palácio de Acabe, rei de Samária, falou este a Nabote, dizendo: Dá-me a tua vinha, para que me sirva de horta, porque está vizinha, ao pé da minha casa; e te darei por ela outra vinha melhor; ou, se desejares, dar-te-ei o seu valor em dinheiro.
Respondeu, porém, Nabote a Acabe: Guarde-me o Senhor de que eu te dê a herança de meus pais. Então Acabe veio para sua casa, desgostoso e indignado, por causa da palavra que Nabote, o jizreelita, lhe falara; pois este lhe dissera: Não te darei a herança de meus pais. Tendo-se deitado na sua cama, virou o rosto, e não quis comer.
Mas, vindo a ele Jezabel, sua mulher, lhe disse: Por que está o teu espírito tão desgostoso que não queres comer? Ele lhe respondeu: Porque falei a Nabote, o jizreelita, e lhe disse: Dá-me a tua vinha por dinheiro; ou, se te apraz, te darei outra vinha em seu lugar. Ele, porém, disse: Não te darei a minha vinha. Ao que Jezabel, sua mulher, lhe disse: Governas tu agora no reino de Israel? Levanta-te, come, e alegre-se o teu coração; eu te darei a vinha de Nabote, o jizreelita.
Então escreveu cartas em nome de Acabe e, selando-as com o sinete dele, mandou-as aos anciãos e aos nobres que habitavam com Nabote na sua cidade. Assim escreveu nas cartas: Apregoai um jejum, e ponde Nabote diante do povo. E ponde defronte dele dois homens, filhos de Belial, que testemunhem contra ele, dizendo: Blasfemaste contra Deus e contra o rei. Depois conduzi-o para fora, e apedrejai-o até que morra.
Pelo que os homens da cidade dele, isto é, os anciãos e os nobres que habitavam na sua cidade, fizeram como Jezabel lhes ordenara, conforme estava escrito nas cartas que ela lhes mandara. Apregoaram um jejum, e puseram Nabote diante do povo. Também vieram dois homens, filhos de Belial, e sentaram-se defronte dele; e estes filhos de Belial testemunharam contra Nabote perante o povo, dizendo: Nabote blasfemou contra Deus e contra o rei. Então o conduziram para fora da cidade e o apedrejaram, de sorte que morreu. Depois mandaram dizer a Jezabel : Nabote foi apedrejado e morreu.
Ora, ouvindo Jezabel que Nabote fora apedrejado e morrera, disse a Acabe: Levanta-te e toma posse da vinha de Nabote, e jizreelita, a qual ele recusou dar-te por dinheiro; porque Nabote já não vive, mas é morto”. ( 1º Rs. 21: 1 – 15)
Nabote provou o dissabor de uma vizi­nhança má. Apesar de haver guardado a herança de seus pais, naquele momento da vida, estava sendo empurrado da sua própria herança e direito, por ninguém menos do que o rei, para quem ele como súdito, devia ter proteção e também seus direitos protegidos.
Há um fato curioso nesta história, se considerarmos Jezabel, quem ela era, a quem servia e a quem adorava. Conhecedora dos costumes do povo judeu, apregoou um jejum e pre­parou um ambiente místico para a execu­ção dos planos que engendrara em seu coração.
Jezabel apregoou um jejum! Sim, ela apregoou um jejum. Jejum, prática que não era estranha aos filhos de Israel, ato religioso solene que antecedia as grandes decisões do povo israelita. O jejum fora antes pregado por Josafá - rei de Judá; Esdras - o escriba e sacerdote do retor­no, Mordecai e Ester - líderes da resis­tência judaica na Pérsia, Joel - profeta do senhor; anunciante do derramamento do Espírito e também por Jonas e os ninivitas - gente arrependida; e aqui apregoado pela detestável Jezabel.
A escritura afirma pura e simplesmente que “Jezabel apregoou um Jejum”. O texto veterotestamentário expressa assim o fato: “Escreveu cartas, dizendo: Apregoai um jejum, e trazei o Nabote para a frente do povo” – v. 9. No versículo seguinte ela revela sua estratégia: “Fazei sentar defronte dele dois ho­mens malignos que testemunhem contra ele, dizendo: blasfemaste contra Deus e contra o rei. Depois levai –o para fora e apedrejai-o, para que ele morra”; v. 10.
Que jejum e Jezabel são termos antônimos, é fato. Por que então a rainha de Israel pregou um jejum e uma tão vee­mente defesa a Deus e ao rei? A resposta é simples: o esforço das trevas para se assemelharem à luz. Esse foi o caminho tomado pela mulher de Acabe.
Examinemos atentamente o ambiente preparado: 1º; jejum. 2º; apologia ao nome do Senhor. 3º; defesa ao trono. Cenário muito convincente e com uma auréola de espiritualidade, pra sacerdote, levita, ou quem quer que seja não colocar dúvidas.
Porém quem estava por trás e qual era a finalidade? O anciões e os nobres de Jezreel, acostumados a estas práticas religiosas e bombardeados pela propaganda barulhenta da sacerdotisa de Baal, não conseguiram parar para examinar os fatos e como cordeiros, anuíram-se ao convite da rainha, esposa do rei de Israel.
Ainda que vizinhos de Nabote e a ele bem próximos, movidos pela sua sede do cumprimento da lei mosaica, não titubearam: apedrejaram o pobre Nabote!
2º Relato: “Ora, Coré, filho de Izar, filho de Coate, filho de Levi, juntamente com Datã e Abirão, filhos de Eliabe, e Om, filho de Pelete, filhos de Rúben, tomando certos homens, levantaram-se perante Moisés, juntamente com duzentos e cinqüenta homens dos filhos de Israel, príncipes da congregação, chamados à assembléia, varões de renome; e ajuntando-se contra Moisés e contra Arão, disseram-lhes: Demais é o que vos arrogais a vós, visto que toda a congregação é santa, todos eles são santos, e o Senhor está no meio deles; por que, pois, vos elevais sobre a assembléia do Senhor?
Quando Moisés ouviu isso, caiu com o rosto em terra; depois falou a Coré e a toda a sua companhia, dizendo: Amanhã pela manhã o Senhor fará saber quem é seu, e quem é o santo, ao qual ele fará chegar a si; e aquele a quem escolher fará chegar a si. Fazei isto: Coré e toda a sua companhia, tomai para vós incensários; e amanhã, pondo fogo neles, sobre eles deitai incenso perante o Senhor; e será que o homem a quem o Senhor escolher, esse será o santo; demais é o que vos arrogais a vós, filhos de Levi.
Disse mais Moisés a Coré: Ouvi agora, filhos de Levi! Acaso é pouco para vós que o Deus de Israel vos tenha separado da congregação de Israel, para vos fazer chegar a si, a fim de fazerdes o serviço do tabernáculo do Senhor e estardes perante a congregação para ministrar-lhe, e te fez chegar, e contigo todos os teus irmãos, os filhos de Levi? procurais também o sacerdócio? Pelo que tu e toda a tua companhia estais congregados contra o Senhor; e Arão, quem é ele, para que murmureis contra ele?
Então Moisés mandou chamar a Datã e a Abirão, filhos de Eliabe; eles porém responderam: Não subiremos. É pouco, porventura, que nos tenhas feito subir de uma terra que mana leite e mel, para nos matares no deserto, para que queiras ainda fazer-te príncipe sobre nós? Ademais, não nos introduziste em uma terra que mana leite e mel, nem nos deste campos e vinhas em herança; porventura cegarás os olhos a estes homens? Não subiremos.
Então Moisés irou-se grandemente, e disse ao Senhor: Não atentes para a sua oferta; nem um só jumento tenho tomado deles, nem a nenhum deles tenho feito mal.
Disse mais Moisés a Coré: Comparecei amanhã tu e toda a tua companhia perante o Senhor; tu e eles, e Arão. Tome cada um o seu incensário, e ponha nele incenso; cada um traga perante o Senhor o seu incensário, duzentos e cinqüenta incensários; também tu e Arão, cada qual o seu incensário. Tomou, pois, cada qual o seu incensário, e nele pôs fogo, e nele deitou incenso; e se puseram à porta da tenda da revelação com Moisés e Arão.
E Coré fez ajuntar contra eles toda o congregação à porta da tenda da revelação". ( Nm 16: 1 – 19b)
Coré é outro exemplo.
Insurgiu ­- se contra Moisés e conseguiu, a custo de uma convincente pregação, o apoio de 250 homens, que eram principais da congregação de Israel e varões de renome. Com um sermão homileticamente perfeito e aparentemente muito espiritual; até que não lhe foi difícil.
Na sua mensagem Coré entregou ao povo uma verdade que eles queriam ouvir, porém cada um a sua maneira:
A congregação era santa.
Cada um deles era santo.
O Senhor estava no meio deles.
O ato de Coré foi puramente maligno e insubmisso, mas que, com roupagem de aparente espiritualidade, convenceu a muitos e ocasionou enormes prejuízos ao povo no deserto do Sinai.
Também o senhor Jesus afirmou que os fariseus não só devoravam as casas das viúvas, e, depois, cobriam o seu ato maligno com longas e emocionantes orações, como também, além de não herdarem o reino do Céu, não permitiam aos homens herda – lo.
Tudo muito santo e muito espiritual! Senão vejamos:
“Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque fechais aos homens o reino dos céus; pois nem vós entrais, nem aos que entrariam permitis entrar. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque devorais as casas das viúvas e sob pretexto fazeis longas orações; por isso recebereis maior condenação. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o tornais duas vezes mais filho do inferno do que vós”. (Mt. 23: 13 15)
Para se promover e ganhar acessibilidade o que é maligno se reveste de uma aparência de espiritualidade e no momento estamos vivendo um instante em que essa prática vai crescendo; muito bem planejada e divulgada, não lhe falta adeptos.
A tríade, aqui mencionada - Jezabel, Coré e fariseus - tomou a espiritualidade como vestimenta, sensibilizou, emocionou e enganou: A convocação para o jejum é de Jezabel; o sermão bem elaborado é de Coré, e as longas orações são dos fariseus.
Atos puramente malignos, mas muito bem embutidos em bela moldura de aparente espiritualidade.
“Pois os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, disfarçando-se em apóstolos de Cristo. E não é de admirar, porquanto o próprio Satanás se disfarça em anjo de luz. Não é muito, pois, que também os seus ministros se disfarcem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras”. (2ª Co 11: 13 – 15)
“Ai deles! porque foram pelo caminho de Caim, e por amor do lucro se atiraram ao erro de Balaão, e pereceram na rebelião de Coré. Estes são os escolhidos em vossos ágapes, quando se banqueteiam convosco, pastores que se apascentam a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos; são árvores sem folhas nem fruto, duas vezes mortas, desarraigadas; ondas furiosas do mar, espumando as suas próprias torpezas, estrelas errantes, para as quais tem sido reservado para sempre o negrume das trevas”. (Judas: 11 – 13)

AZEITE: PROVISÂO DO POVO E DA IGREJA

1. 1 - O azeite e suas influências no meio do povo de Deus.
A aplicação e o uso do azeite de oliveira era comum no meio do povo de Israel. Além de se constituir uma das bases da economia da época conforme nos narra o escritor do livro dos Números, “Todo o melhor do azeite, e do mosto e do grão ,as suas primícias que derem ao Senhor, dei – as a ti” – Nm. 18:12, idéia esta fortalecida no livro de Neemias, onde o sacerdote afirma que o dízimo do azeite contribui para o sustento dos cantores, dos sacerdotes e demais servidores da casa de Deus, “...os dízimos do grão, do vinho e do azeite, que se ordenaram para os levitas, cantores e porteiros, como também contribuições para os sacerdotes” – Ne. 13:5, cf. com 10.39, etc.
O azeite tinha várias aplicações: Servia para alumiar, posto em lâmpadas com pavios – “Azeite para a luz, especiarias para o óleo de unção, e para o incenso aromático” - Ex. 25:6. Confere Mt. 25:3. No serviço do santuário que era continuamente iluminado, se usava o azeite mais puro “Ordenarás os filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveira, batido para o candelabro para que haja lâmpada acessa continuamente” - Ex. 27:20.
Na vida religiosa do povo, o azeite participa desde a iluminação do santuário, até nas oferendas. Derramava – se o mesmo sobre as oblações de farinha, “Quando algumas pessoas fizer ofertas de manjares ao Senhor, a sua oferta será de flor de farinha; nela deitarás azeite, e sobre ela porá incenso.” Lv. 2:1, 4-7. Os sumos sacerdotes eram consagrados com azeite associados a caros perfumes, e bem assim o tabernáculo, a arca, o tanque e as suas bases, o altar e o candeeiro conforme registro em Êxodo, 30: 22 – 33 e quando empregado em atos religiosos chamava – se “óleo santo” - “Encontrei Davi, meu servo; com o meu santo óleo o ungi” - SL. 89:20 e nas ocasiões solenes os reis eram ungidos com ele, “ Tomou Samuel um vaso de azeite, e lho derramou sobre a cabeça...” 1ª Sm. 10: 1, confere também 1Sm. 16:1,1Rs. 1:39, 2 Rs. 9:1, 6.
O profeta Isaias nos fala do azeite aplicado em feridas para alívio do paciente; “desde a planta dos pés até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas, umas e outras não espremidas, nem atada, nem amolecidas com óleo” - Is. 1:6, e já no ministério de Jesus encontramos referencia ao seu uso, não só de caráter religioso, mas também terapêutico - “Expeliam muitos demônios e curavam numerosos enfermos ungindo – os com óleo” - Mc. 6:13. No caso do bom samaritano foi misturado ao vinho para aliviar as dores produzidas pela contusão - Lc. 10:34.

1. 2 - O azeite do Novo Testamento
“Se, porém, alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo oliveira brava, foste enxertado em meio deles, e te tornas participante da raiz e da seiva da oliveira” – Rm. 11: 17; - “Até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu espírito naqueles dias” – Joel 2: 29; - “Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vós tenho dito” – Jo.14: 26
Como podemos observar no tomo anterior, não podemos imaginar uma família palestina, por mais pobre que fosse, sem uma devida reserva de azeite em seu lar. Podemos afirmar, sem nenhum cisma, que o azeite se fazia presente, desde o nascimento até o último suspiro do povo de Israel.
A palavra de Deus tem verdades que só são reveladas à aqueles que se submetem à fazer a sua vontade e meditar nela, de dia e de noite – “ Não cesses de falar deste livro da lei; antes medita nele dia e noite...” Js. 1:8.
Como o novo Israel de Cristo, os integrantes da igreja neo – testamentária passaram a ser também depositantes de verdades só compreendidas por verdadeiros israelitas. A revelação destas verdades, as vezes ocultas aos demais povos, é justamente para nos dar certeza daquilo em que cremos – “Estes, porém foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” – Jo. 20: 31. Aliás já antes Deus afirmara a um de seus profetas que – “Certamente o Senhor Deus não fará cousa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo ao seus servos os profetas” – Am. 3:7. Se observarmos atentamente veremos que não foram só nas lâmpadas das virgens néscias que faltou o azeite. A ausência do precioso líquido se deu exatamente porque também em suas vidas faltava o óleo do Espirito Santo, pois somos sabedores de que é Ele que nos capacita para o trabalho, nos tira da inércia e nos desperta do sono da perdição – “Envio sobre vós a promessa de meu Pai; mas ficai na cidade até que do alto sejais revestidos de poder” – Lc. 24: 49.
A Igreja e o crente dos dias atuais só triunfam se estiver firmados no fundamento da verdade E que fundamento é este? Obras sociais? Melhores acomodações para o serviço da liturgia? Facilidade de acesso ao templo e presença de figuras importantes no rol de membros? Não! Nada disso! Jesus Cristo é o fundamento! – “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai o agricultor.
Todo ramo que, estando em mim, não der fruto ele o corta; e todo o que dá fruto, limpa para que produza mais fruto ainda. Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado, permanecei em mim, e eu permanecerei em vós como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira; assim nem vós o podeis dar se não permanecerdes em mim” – Jo. 15: 1 – 4.
O calor que aquecia o povo israelita nas noites de frio, a luz que iluminava os caminhos por onde trilhavam nas horas escuras, o primeiro remédio a ser lembrado pelos órfãos e pelas viúvas do povo pobre e que também estava presente em suas solenidades; o azeite de oliveira ( ou zambujeira ), era simbolicamente usado na unção religiosa de Israel -“E a unção que vós recebestes D’ele fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine. Mas como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecei” – 1 Jo. 2: 27
O Espírito Santo hoje é o azeite espiritual da oliveira brava, que segundo o apóstolo Paulo, foi enxertada à oliveira verdadeira e é este espírito que nos capacita para as tarefas do nosso viver enquanto somos forasteiros nesta terra. – “Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito diz o Senhor dos Exércitos” – Zc. 4: 6b

COM QUEM SE IDENTIFICAR ?

“Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes que não pouparão o rebanho, e que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando cousas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles. Portanto, vigiai, lembrando – vos de que por três anos, noite e dia, não cessei de admoestar, com lágrimas, a cada um.” – At 20: 29 –31.
O apóstolo Paulo ao despedir - se da Igreja em Éfeso, entre lágrimas, fez esta confissão, feita antes apenas por Moisés ao se despedir do povo que durante quatro décadas guiara pelo deserto – confere Deuterenômio 31: 28 – 30 e Jesus Cristo ao seus discípulos – confere Mateus. 24: 4 – 12. Cada um deles, com suas palavras, mostraram a fabilidade humana em relação à permanência e o serviço da igreja na terra como instituição dirigida por homens.
Depois de algum tempo da partida de Paulo, na “grande “ igreja em Éfeso, começou a pipocar os desvios doutrinários. A igreja que João nos apresenta no Apocalipse não tem quase nada que a identifique com a que Paulo mostra anteriormente em sua carta. A igreja deixada pelo apóstolo, a qual é motivo de uma das cartas paulinas mais belas, é nos agora apresentada como quem abandonou o primeiro amor e que na vinda do Senhor será riscada do livro da vida – “ removerei o candeeiro” .
Das sete igrejas nos apresentadas no livro apocalíptico, apenas duas não recebem nenhum tipo de reprovação em seus ofícios religiosos – Esmirna e Filadélfia. Dez eram as virgens que aguardavam o noivo. Cinco delas foram elogiadas e reconhecidas por ele, as outras – as néscias, além de não terem acesso aos aposentos reais, foram de vez afastadas da existência do noivo, o que eqüivale a dizer que também elas foram riscadas do livro da vida, levando em conta que a mulher no contexto judaico não tinha muitas opções, e que de acordo com a lei e os costumes em voga, elas passaram a ser então divorciadas ( conf. Preâmbulo – 2º estágio), e como tal não tinham valor. À exemplo das dez virgens, as promessas do noivo valiam para todas. Inclusive é bom lembrar que até os avisos são idênticos: Todas as noivas ouviram o aviso de que o noivo estava chegando. “Eis o noivo”. À todas as sete igrejas o noivo se identificou anteriormente confirmando a sua vinda.
Nos dias atuais, todas as vozes religiosas estão afirmando em uníssono ser chegada a hora do noivo. A este respeito é bom lembrar que “há sem dúvidas muitos tipos de vozes no mundo, nenhum deles, contudo, sem sentido” – 1Co. 14: 10 e a voz do noivo é inconfundível, pois Jesus afirmou “ Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem porque lhe reconhecem a voz; mas de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele porque não conhecem a voz dos estranhos” – Jo.: 10:4-5; porém à exemplo das dez virgens muitas igrejas e vidas, caíram num sono espiritual tão profundo que não se apercebem para o fato.
Há uma semelhança entre as virgens néscias e as cinco igrejas restantes, a saber: a ausência do espírito de Deus. Como as néscias, estas cinco igrejas tinham um serviço e uma aparência de piedade. E são exatamente estas duas características que tem norteados as igrejas modernas: Há um serviço – culto de libertação, culto da mordomia, culto da prosperidade, culto da libertação financeira, culto da família, correntes de quebra de maldições e cultos e mais cultos para os mais variados e diversos fins; há uma forma de piedade – tolerância, caridade, assistência social e evangelismo; tudo isto “em nome do senhor”.
Transportamos as virgens néscias e as cinco igrejas restantes para os nossos dias e o que temos:

1 - Igrejas que sustentam as doutrinas dos Nicolaitas :
O nome Nicolau aparece pela primeira vez no NT no livro de Atos – At. 6: 5; e é uma referência à um prosélito integrante da comunidade de Antióquia, que posteriormente teria apostado-se da fé e fundado uma seita que pregava a licenciosidade em matéria de conduta cristã, incluindo o chamado amor livre. Além do amor livre ensinava o povo a comer coisas sacrificadas a ídolos. Amor livre e comida sacrificada a ídolos, foram estas as principais matérias condenadas pelo decreto do concílio apostólico citado no livro de Atos – Atos 15:22 – 29.
Divórcio. Uniões duvidosas, leilões e quermesses pouco convincentes...
2 - Igrejas que sustentam as doutrinas de Balaão:
Balaão aparece pela primeira vez no livro dos Números – Nm.22: 7,17; 25: 5, 31:16, como um profeta que vendia os serviços religiosos buscando lucro pessoal. O erro de Balaão abrange a idéia de qualquer desobediência a vontade de Deus por amor ao lucro material.
“Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça daí” – Mt. 10:8. No ministério da igreja os dons distribuídos por Deus o são feitos de forma gratuita. Deus não visou nenhum lucro financeiro quando distribuiu seus dons. A igreja que permite que seus líderes comercializem a fé do rebanho, sob qualquer pretexto, está incorrendo no pecado de Balaão.

3 - Igrejas que toleram Jezabel:
Jezabel aparece pela primeira vez no livro de Reis – 1ªRs. 16 e 2ª Rs. 9; e tratava-se de uma rainha má que reinou em Israel e tentou estabelecer um culto idólatra à ela mesma, em lugar do culto à Jeová. A Jezabel citada na carta a Tiatira era uma falsa profetiza bem conhecida por seus contemporâneos, cujas ações faziam dela uma equivalente à notória e pervertida rainha israelita.
“E mudaram a glória de Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis” Rm. 1: 23. Pregadores e teólogos liberais deram uma nova roupagem ao mal de Édipo. Várias igrejas estão adotando a política da valorização do homem. O pecado do “culto ao homem” não deixou de ser pecado simplesmente porque mudou de nome.
4 - Igrejas com obras imperfeitas e espiritualmente mortas:
“Contudo, se o que alguém edifica é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, manifesta se tornará a obra de cada um, pois o dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um,o próprio fogo o provará. Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá o galardão” – 1Co 3: 12 – 14
A qualidade do serviço, é o critério usado por Deus para avaliar o trabalho prestado por cada um. Atualmente obreiros sem compromisso com a causa estão desenvolvendo várias incursões com os mais diferentes e atrativos temas teológicos.
Recentemente fiquei conhecendo um pregador de libertação e cura divina, que aproveitando – se do seu físico avantajado e de sua lábia, pelas cidades onde passou deixou lares e vidas destruídas. Apesar de todo este estrago, as igrejas que o convidaram não se deram ao trabalho de avisar ao menos suas co – irmãs denominacionais da conduta deste “pregador”. Conversando com um dos pastores que convidou o referido palestrante, este justificou: “ valeu pelo movimento que foi feito”.

5 - Igrejas sem o azeite do Espírito Santo:
A parábola das virgens, no que toca às insensatas, nos deixa revelar uma aparência de piedade, um mesmo serviço, mas a ausência do elemento divino, o óleo do Espirito Santo em suas vidas.
“Prossegui e lhe perguntei: Que são as duas oliveiras à direita e à esquerda do candelabro? Tornando a falar, perguntei que são aqueles dois raminhos de oliveira, que estão junto aos dois tubos de ouro, que vertem de si azeite dourado? Ele me respondeu: Não sabes que é isto? Eu disse: Não, meu Senhor. Então ele disse: São os dois ungidos que assistem junto ao Senhor de toda a terra” – Zc. 4: 11 – 14.
A continuidade da igreja de Deus é também garantida por esta visão. Cristo, sua Cabeça, une a igreja verdadeira e o reino em si mesmo, e ela recebe toda graça necessária de sua plenitude. Todo testemunho verdadeiro tem de ser feito no poder do Espírito Santo.
Uma igreja sem o poder do Espírito Santo é uma igreja que tem nome de quem vive, porém está morta – “Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto” – Ap. 3: 1c

A OPERAÇÂO DO INÍGUO NO MEIO DA IGREJA

“Ora, quanto à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com Ele, rogamo-vos, irmãos, que não vos movais facilmente do vosso modo de pensar, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola como enviada de nós, como se o dia do Senhor estivesse já perto. Ninguém de modo algum vos engane; por­que Ele não virá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, querendo passar por Deus.Não vos lembrais de que eu vos dizia estas coisas quando ainda estava convosco? E agora vos sabeis o que o detém para que a seu próprio tempo seja revelado. Pois o mistério da iniqüidade já opera; entrementes, há Um que agora o detém até que seja posto fora; e então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda; a esse cuja vinda é segundo a operação de Satanás com todo o poder e sinais é prodígios, todos falsos, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade a fim de serem salvos. E por isso Deus lhes envia a operação do erro, para que dêem fé à mentira; para que sejam julgados todos os que não deram fé á verdade, antes tiveram prazer na injustiça”. 2 Ts. 2: 1-12.
O mistério da iniqüidade produz a apostasia (o sincretismo), a rebelião contra a fé, bem como os surgimentos múltiplos das seitas perniciosas. O espírito do Anticristo está em ação e seus mensageiros precursores estão no mundo; isto é o que nos afirma o apóstolo João: “Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o Anticristo, também agora muitos anticristos têm surgido, pelo que conhecemos que é a última hora”; “Quem é o mentiroso senão aquele que nega que Jesus é Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho. Todo aquele que nega o filho, esse não tem o Pai; aquele que confessa o Filho tem igualmente o pai” - 1 Jo. 2:18,22,23; “Nisto reconheceis o espírito de Deus: Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo o espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem, e presentemente já está no mundo” – 1 Jo. 4:2-3 pois “muitos enganadores tem saído pelo mundo afora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne: assim é o enganador e o anticristo. Acautelai – vos, para não perderdes aquilo que temos realizado com esforço, mas para receberdes completo galardão.
Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem assim o Pai, como o Filho. Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas – vindas. Porquanto aquele que lhe dá boas – vindas faz – se cúmplice das suas obras más.” - 2 Jo. 7 – 11.
Aleluias! Há porém um que detém este anticristo; e “Aquele que o detém”, é o Espírito Santo que opera nos filhos de Deus, fiéis à verdade, submissos a Jesus Cristo. Quando eles forem arrebatados para junto de seu Se­nhor, o Espírito Santo será arrebatado com eles. Na terra, o espírito do anticristo terá livre curso, e nela estabelecerá seu reino.
As Escrituras explicam-se por si mesmas e as palavras do apóstolo Paulo citadas no intróito deste assunto, é na realidade um comentário admirável de algumas palavras ditas por nosso Senhor Jesus Cristo.
O mistério da iniqüidade, que já opera, é o fermento do mal e do erro tolerado na Igreja em lugar de ser jul­gado e tirado, “Vós corríeis bem; quem vos impediu de continuardes a obedecer a verdade? Esta persuasão não vem daquele que vos chama. Um pouco de fermento leveda toda a massa” – GL. 5: 7 – 9.
O fermento do iníquo retardou o crescimento da igreja e de certa forma provocou a sua decadência - Mt. 13:33. Seu crescimento fora do natural em tamanho e em prejuízo de sua pureza; é indicado pela parábola do grão de mostarda. Mt. 13: 31 - 32. As etapas desta decadência e seus diversos aspectos são descritos em Apocalipse 2 e 3 nas sete igrejas.
Ao fim da vida do apóstolo João, já se acha marcada a diferença entre a igreja visível, os cristãos de nome - que têm a aparência da piedade "tendo forma de piedade, negando - lhe entretanto o poder. Foge também destes" - 2 Tm. 3:5; as formas religiosas, mas não a fidelidade nem a pureza da doutrina que permite a retidão de vida e o testemunho que glorifica a Deus.
Como é possível que esse fermento se espalhe sem ser reconhecido e condenado, e que a cristandade aclame o Anticristo? A parábola do joio responde a esta pergunta. Em todos os lugares onde se encontram filhos de Deus, Satanás semeia os “filhos do maligno” – Mt. 13:36-43
Assim como o joio se parece com o trigo, também os “cristãos” que só possuem uma profissão de fé exterior, se parecem com os filhos de Deus a tal ponto que só o dia do juízo os revelará. O apóstolo Paulo revela o que diferencia moral e espiritualmente os filhos do reino dos filhos do maligno: “Não receberam o amor da verdade a fim de serem salvos” - 2 Ts. 2:10. Este amor da verdade está ao alcance deles: a Palavra de Deus o comunica. Mas eles não quiseram se chegar a Ele para terem a vida. Preferiram as trevas, à luz. “Contudo não quereis vir a mim para terdes vida” - Jo. 5: 40; “O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más” – Jo. 3: 19.

O ARREBATAMENTO

“Ora: ainda vos declaremos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dado a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós, os vivos, os que ficarmos seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois uns aos outros com estas palavras” – 1ª Ts. 4: 15 – 18.
O verbo “arrebatar” em sua segunda concepção significa levar consigo com força irresistível, e eqüivale ao vocábulo grego “harpazo”, traduzido como “arrebatamento” conforme o verso 17 acima citado. Este acontecimento descrito nesta passagem e em 1ª Coríntios 15, é o arrebatamento da igreja da terra para reunir-se com o Senhor Jesus nos ares, e isto inclui só os fiéis da igreja de Cristo.
Nos instantes que precederem o arrebatamento, quando Cristo estiver descendo do céu para encontrar com sua igreja, ocorrerá a ressurreição dos “mortos em Cristo” –16. Essa não é a mesma ressurreição descrita em Apocalipse, capítulo vinte e verso quatro, que acontecerá depois que Cristo voltar a terra, destruir os ímpios e amarrar Satanás – Ap. 19: 11 – 20: 3.
Conforme podemos compreender, o verso quatro se refere a ressurreição dos mártires da grande tribulação, a saber: “Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos” – 20:4; e também aos santos do Velho Testamento – “Bem aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos” – 20:6
Ao mesmo tempo em que se levantam os mortos em Cristo, os crentes vivos serão transformados e os seus corpos serão revestidos de imortalidade – “Eis que vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão. Incorruptíveis, e nós seremos transformados porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade” - 1 Co. 15: 51 – 53. Este acontecimento se dará em um tempo muito curto, “em um abrir e fechar de olhos”.
Os crentes ressuscitados e transformados serão arrebatados, todos de uma só vez para reunir-se com Cristo nos ares e então descer à atmosfera entre a terra e o céu, de maneira tal que serão visíveis por aqueles que estiverem na terra – 1Ts. 4: 16 – 17, e serão conduzidos pelo próprio Jesus a casa do Pai e então lá se unirão as pessoas amadas que “dormiram”/ “morreram” anteriormente.De acordo com esta narrativa paulina , podemos afirmar sem medo de errar que os crentes arrebatados ficarão livres de todo sofrimento – 2 Co. 5: 2, 4; FL. 3: 21, de toda perseguição e opressão e fora definitivamente do domínio da morte conforme pudemos ler no texto de 1 Co. 15: 51- 52 acima citado. Porém a maior recompensa para o crente que participar do arrebatamento será o gozo de estar na presença de Jesus e o livramento da ira vindoura, ou seja a grande tribulação.
O livro de Atos, nos dá uma completa visão e melhor compreensão do que realmente seja e como se procederá o arrebatamento da Igreja : “E, estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele ia subindo, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco, os quais então disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Este Jesus, que dentre vós foi recebido acima no céu, há de vir, assim como para o céu o vistes ir”- At.1:10 – 11. Isto posto podemos afirmar que aos crentes do presente momento, a exemplo das virgens prudentes, a vigília não implica apenas na certeza de que o Senhor Jesus virá, mas no desejo de que venha logo, o que nos leva a viver pensando em sua vinda, em total sentido de prontidão, sempre aguardando-a a qualquer momento.
“Pois vós mesmos estais inteira­dos com precisão de que o dia do Senhor vem como ladrão de noite.
Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que Ihes so­brevirá repentina destruição, como vem a dor do parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo esca­parão. Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse dia, como la­drão, vos apanhe de surpresa; porquanto vós todos sois filhos da luz, e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas. Assim, pois, não durmamos como os demais; pelo contrário, vi­giemos e sejamos sóbrios” – 1 Ts. 5: 2 – 6.

EPÍLOGO

Foi muito difícil para as virgens prudentes, dizer um não às imprudentes, quando as mesmas pedira – lhas que lhes emprestassem o azeite. Das sete igrejas da Ásia, seis foram elogiadas – porém apenas duas não tiveram nenhum tipo de reprimenda - Esmirna e Filadélfia - , o que nos dá a certeza de que quaisquer que sejam as formas e/ou fórmulas adotadas pela eclesiologia enganosa do inimigo, Deus sempre proverá os verdadeiros servos; - partes integrantes da verdadeira igreja, com sua proteção – “Mas, quando vos entregarem, não cuideis de como, ou o que haveis de falar; porque naquela hora vos será dado o que haveis de dizer” - Mt. 10:19. “Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me tens dado, porque são teus;.. Eu não estou mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda-os no teu nome... Enquanto eu estava com eles, eu os guardava no teu nome que me deste; e os conservei, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura. Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno” - Jo 17: 9 – 16.
Atualmente sabemos que existe um remanescente que não se dobrou às práticas religiosas ecumênicas, que tem combatido o sincretismo religioso, que não tem dobrado seus joelhos diante dos poderosos, das “modernas fórmulas teológicas” e que em nenhum momento tem negado o sacrifício da cruz em sua totalidade.
Quando o profeta Elias fugia de Jezabel, desesperado por julgar que só ele havia sobrado e só ele estava resistindo à rainha má, Deus lhe mostrou que não era bem assim. Havia um grupo, que no anonimato também resistia e pagava um alto preço por isso - “também conservei em Israel sete mil – todos os joelhos que não se dobraram à Baal, e toda a boca que não o beijou” – 1Rs. 19:18. Privilégio de Elias? Não! Tal qual as virgens prudentes, também agora, Deus tem mantido um grupo que tem permanecido fiel à sã doutrina e ao firme fundamento da fé. - “ assim, pois, também agora neste tempo ficou um remanescente, segundo a eleição da graça” – Rm. 11: 5.